O Festival

As culturas populares de matrizes indígenas e africanas têm sido celebradas com as devidas e necessárias honrarias, há 13 anos, pelo São Batuque, um dos mais tradicionais festivais de Brasília. 

O Festival São Batuque promove, desde 2007, o respeito, a divulgação e a manutenção histórica dos fundamentos do popular profundo e das tradições inventadas, por meio da reverência ao toque profano e à percussão sagrada.

O festejo apresenta à comunidade local, anualmente, um recorte não somente artístico, mas também político, de uma infinidade de manifestações criadas pela mescla de muitos saberes e terreiros, constituintes da identidade do verdadeiro Brasil, o Brasil do Povo.

Como é de costume, o São Batuque sempre homenageia seus guias e protetores. Este será o ano de fazer as honras aos orixás guerreiros: Iansã e Ogum. 

Com força implacável, os caminhos serão abertos e protegidos pela senhora das nuvens de chumbo e pelo dono das armas e guerras, para contemplar a celebração dos tambores de todos os santos, em um lugar povoado por resistência e afeto, a Praça Zumbi dos Palmares.

Uma História

2007 — PRIMEIROS ENCONTROS

Fundado em Brasília, em 2007, teve suas três primeiras edições no Clube da Imprensa, com oficinas diversas e shows de um convidado nacional da cultura afro-brasileira e de um artista local. Nessa época, a cultura popular ainda não circulava com representatividade pelo centro da cidade. O festival foi, portanto, um dos primeiros a promover trocas e difusão dessas tradições até então restritas às margens da cidade.

 

2011 a 2014 — TRANSFORMAÇÃO

Em 2011, o projeto transformou-se em um festival completo - com feira afro, oficinas e dois dias de shows, na Praça do Orixás. Entre artistas convidados, estiveram Alafin Oyó (PE), Karyna Spinelly (PE), Boi de Seu Teodoro (DF), além de nomes de Brasília. O público expandiu-se e foi proposto um mergulho nos diversos ritmos que compõem e influenciam a música e a história brasileira.

 

2015, 2017 E 2018  — AMPLIAÇÃO

Em 2015, 2017 e 2018, o projeto retornou à Praça dos Orixás, carinhosamente chamada de Prainha — um dos maiores símbolos públicos de resistência das culturas de matriz africana no Distrito Federal. Ampliou suas ações, diversificando entre oficinas, teatro, feiras, festejos e shows e abraçou também novas linguagens. Nessa toada, produziu livros autobiográficos de importantes nomes da cultura afro-brasiliense e filmes documentários sobre a vivência cultural africana em Brasília.

FICHA TÉCNICA

Coordenação Geral e Curadoria: Stéffanie Oliveira | Coordenação Administrativa: Alexandre Rangel e Maíra Procópio | Produção Executiva: Sammara Oliveira | Produção Cultural: Guilherme Azevêdo Assistente de Produção: Mariana Baeta | Identidade Visual: Tico Magalhães | Coordenação de Comunicação: Daniela Luciana | Assessoria de Imprensa: La Pauta | Coordenação de Redes: Camila Muguruza | Mobilizadoras de Redes: Renata Rangel e Poliana Porto | Direção Técnica: Renato Ravengar | Apresentadora: Thabata Lorena | Website:  Ramon Lima | Sistematização de Conteúdo: Euler Oliveira

© Sao Batuque