Programação

SÁBADO, 14 DE DEZEMBRO, A PARTIR DAS 20H

NA PRAÇA PRAÇA ZUMBI DOS PALMARES - CONIC

 

A diversidade cultural e o largo alcance da comunidade são componentes cruciais para o conceito curatorial do Festival São Batuque 2019. A partir dessas premissas, a programação foi cuidadosamente pensada para incluir atrações locais em ascensão, contemplar artistas já consagrados na cena Brasiliense, apresentar novos nomes de outros estados e fechar com chave-de-ouro, trazendo tradições já cristalizadas no imaginário popular nacional.

Os trabalhos serão abertos com a lavagem do Grupo Oyá Bagan (DF), apimentados pela capoeiragem do Bando Matilha (DF), e cortejados pelos tambores da Orquestra Alada Trovão da Mata (DF).

Nos entremeios, o DJ Rafael Pops (DF) põe dendê no bailado e prepara o terreno para a força feminina do Coco de Oyá (SP) e sua ilustre convidada, Shaira (DF).

Por fim, para encerrar o festejo com potência e alegria, o terreiro será encantado pelos encantados de DJ Odara (SP) e pela divinal tradição inventada do Seu Estrelo (DF), iluminados pela presença de Mestre Nico (PE).


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Grupo Oyá Bagan (DF)

O Grupo Oyá Bagan surge da ritualística e dos fundamentos do Ilê Axé Oyá Bagan. Há 15 anos, o terreiro situado no Paranoá forma e mantém uma família tradicional de matriz africana, fomentando a culinária, a dança e a percussão que nossos ancestrais trouxeram de além-mar. Foi premiado, em 2018, pela Secretaria de Cultura do DF como um dos mais importantes pontos de cultura afro de Brasília. O grupo Oyá Bagan nasce dessa terra que respira cultura e, com todo respeito, nossa tradição. Leva ao público do DF a beleza africana, tendo a fé e a resistência como lema. Alegria e respeito é nossa missão. Axé!

 

Bando Matilha Capoeira (DF)

Há 10 anos, no Gama (DF), o Bando Matilha nasceu da expressão tradicional afro mais conhecida da cultura popular brasileira: a Capoeira. A musicalidade, a dança e a mandinga dos grandes mestres e mestras estão presentes nas apresentações do Bando. É um verdadeiro passeio por todas as faces de nossa cultura ancestral: angola, regional, dança do fogo, maculelê e puxada de rede. Trazemos a beleza das diferentes técnicas de abordagem interativa junto ao público, o uso de diversas linguagens artísticas, figurinos simbólicos e coreografias acrobáticas que desafiam o limite do corpo humano, entre o tempo e espaço. A busca pela paz, o antirracismo e a disseminação da riqueza dea nossa cultura com respeito e alegria é nosso cotidiano.

 

Orquestra Alada Trovão

da Mata (DF)

A Orquestra Alada Trovão da Mata surgiu em 2012 para celebrar o Calango Voador, em sua tradicional festa, em setembro, no Centro Tradicional de Invenção Cultural, em Brasília. Porém, o festejo transcendeu e passou a ser apresentado o ano todo, cortejando as figuras sagradas do Mito do Calango Voador pelas ruas. Em seu batuque, o pulso que rege a Orquestra é o Samba Pisado, ritmo cerratense criado por Tico Magalhães, tocado pelo grupo Seu Estrelo (DF). Formada por 35 brincantes, a Orquestra vai abrindo caminhos para a alegria e para o encantamento, tocando tambores, almas e corações. Brincou no carnaval de Brasília, entre os blocos do Carnaval do CCBB e do Setor Carnavalesco Sul, no Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, no Festival São Batuque e faz aparições misteriosas e encantadas pela ruas da cidade

 

Coco de Oyá (SP)

Coco de Oyá surge em 2013, idealizado e concebido por Rafaella Nepomuceno. O grupo homenageia Oyá, orixá dos ventos e das tempestades. Com Kelli Garcia e Mônica Santos, o trio é formado por mulheres que somam a força da percussão com a energia do sagrado feminino, tendo o coco de roda como principal influência rítmica.

 

DJ Odara (SP)

O profundo respeito e a reverência pela música vêm da infância, a inspiração da brasiliense Odara Kadiegi — filha de mãe angolana e pai carioca — radicada na cidade de São Paulo. Herdou a coleção de discos de vinil de seu pai, o pontapé inicial de tudo. Seus sets transitam entre as sonoridades tropicais e a bases são brasileiras, africanas e latinas. Sua musicalidade sem fronteiras mescla sons clássicos e obscuros com a modernidade em seus diversos ritmos. 

Tocou ao lado de artistas como KL JAY, Bixiga 70, Baco Exu do Blues, Duda Beat, Bnegão, Russo Passapusso, Anelis Assumpção, Metá Metá, Luedji Luna, Siba, Mestre Anderson, Baiana System, Elba Ramalho, Dona Onete, Josyara, Liniker e os Caramelows, Jaloo, Academia da Berlinda, Samuca e a Selva, Dingle Bells, Flora Matos, Curumin e Letrux.

 

Shaira (DF)

Brasiliense do Quadradinho, Distrito Federal. A cara de Brasília, com sua mistura de tendências, sotaques, culturas de todos os cantos do Brasil. Um Quê de Goiás também, da infância vivida na pequena cidade goiana de Olhos D’Água, de crescer vendo dança Catira, Folias do Divino, as fiandeiras tecendo as tramas, a passarinhada solta, banhar no rio, viver no Cerrado. 

Na pedagogia Griô, mergulhou na sabedoria dos mestres, inspiração e encantamentos para suas composições e interpretações. Cantora e percussionista, é influenciada especialmente por ritmos afro-brasileiros (ijexá, samba de roda e jongo) e remanescentes da cultura indígena (caboclinho, maracatu, cavalo marinho e boi). Integra a banda Chinelo de Couro (grupo de mulheres, música popular) e atua como musicista, atriz e percussionista no grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro. Na cena musical, ao longo de sua trajetória, a artista amadureceu seu trabalho, aprimorou sua pesquisa e lançou-se em sua primeira experiência solo.

 

Grupo Seu Estrelo (DF)

Há 15 anos, Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro mistura nossos sotaques, instiga nossos mistérios e revela uma tradição brasiliense, candanga e cerratense. No show a Moderna Sambada, o grupo destaca seu batuque, trazendo para o palco cantos e baques dos seres da mitologia do Calango Voador e de outros terreiros do Brasil. Essa apresentação traz a inovação da percussão brasileira com tradicionais instrumentos da cultura popular bem como a invenção de uma nova pulsada, o Samba Pisado — um ritmo tipicamente brasiliense. Com o peso das alfaias, a precisão da caixa, o  gingado do gongué e a beleza dos agbês, entre outros instrumentos, Seu Estrelo traz no repertório músicas compostas pelo próprio grupo ou buscadas nos terreiros do País afora, representando a força do batuque de Brasília.

 

Mestre Nico (PE)

Nascido Márcio Sérgio Costa, ganhou o apelido de Mestre Nico por seu Mestre Tácio, do Maracatu Rural Cruzeiro do Forte. Mestre Nico é um brincante completo. Dança, toca, canta, ensina e aprende cotidianamente. Extrai música de praticamente qualquer instrumento de percussão e, seja numa apresentação profissional ou num samba de laje, gosta de improvisar com os objetos à vista — garrafas de cerveja vazias, utensílios de cozinha, uma bacia cheia de brita.

Outra grande façanha é de Caboclo de Lança. Ele baila com um lenço na cabeça, a face pintada de urucum, um cravo branco na boca, chapéu e lança cobertos de fitas coloridas, e a gola, um grande manto brilhante bordado com lantejoulas. Com uma imensa beleza e respeito, Mestre Nico é um dos gênios da cultura popular brasileira.

DJ Rafael Pops (DF)

Dj Pops traz consigo uma bagagem musical de vários ritmos brasileiros. Brasilidades é sua especialidade. Segue antenado com a bagagem cultural tradicional e também com os hits mais atuais. Seus sets podem trazer ijexá, maracatu, marabaixo, passando por brasilidades clássicas como Caetano e Gil, voando sobre axés antigos, chegando aos sucessos do momento, sem esquecer jamais esquece dos artistas locais.

Hoje é residente do Samba Urgente bem como produtor do Reveillon Cacareco e as Festas do Mistério, com a DJ Tamara Maravilha! É formado na Funk The System DJ School, onde teve como instrutor o DJ Wash, e cursou Produção de Música Eletrônica com DJ Ops.

 
 

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